Sabe como é uma consulta de Sexologia Tântrica comigo?

Vou te explicar: Na consulta vamos trazer todos os assuntos relacionados a sexualidade (traumas, questões de educação sexual – que não é apenas para jovens, pois trabalha o desconhecimento sobre as anatomias, tanto feminina quanto masculina e a genitalidade como única fonte da sexualidade -, disfunções, entre tantos temas) A sexualidade é fonte de vida, de vitalidade, de energia, de criatividade, de aterramento, enfim, é uma força muito importante para todo mundo. Em casos de disfunções sexuais, trabalharemos com orientações. Trabalho muito com autorresponsabilidade, pois cada pessoa tem sua própria cura, suas próprias histórias e a possibilidade de caminhar. Como a chave para as respostas estão perdidas, eu estou aqui para auxiliar você nessa caminhada iluminando por onde podemos ir, e quem faz isso é você! O progresso no tratamento também é bastante individual: há pessoas que na primeira sessão já conseguem ressignificar suas questões, há outras em que serão necessárias mais sessões. Vale ressaltar que mesmo online, as abordagens e técnicas podem ser feitas e aplicadas tranquilamente independente da cidade, estado ou país em que você esteja. E, se você não sabe o que é Sexologia, uma breve explicação: é uma especialidade da Medicina e da Psicologia. Trabalha a sexualidade e as influências dela em todas as áreas da vida. E neste trabalho, trago também meus conhecimentos de Tantra e de outras abordagens que agregaram na minha caminhada. Tem mais alguma dúvida? Aperta o botão do WhatsApp. Estarei lá pra falar com você.
Como construir relações saudáveis?

Ainda estamos muito impregnados de uma cultura que nos ensina a ter relacionamentos tóxicos… Machismo, dependência, desigualdade de gêneros, e por aí vai… Sabe a tampa da panela ou a metade da laranja? Esses termos nos trazem a ideia de que não somos completa(o)s e de que precisamos achar alguém para somar! Ao invés de somar, que tal pensarmos em compartilhar, trocar? Trago aqui elementos imprescindíveis para uma relação saudável: 1- Comunicação: para mim, a comunicação é a coluna vertebral de qualquer relação!!! Ela deve ser transparente, amorosa e assertiva. Falar sobre incômodos, expectativas, objetivos, fazer acordos, falar sobre tudo! Lembrando que comunicação não é sincericídeo! Para que a comunicação aconteça realmente, ambas as pessoas precisam entender a mesma coisa, o que foi dito e o que foi ouvido. E para que isso aconteça, é necessário espaços para escutar, absorver e confirmar se a compreensão está correta. 2- Limites: são duas as funções dos limites. Uma é a de compreender o nosso espaço corpóreo, ou seja, compreender o que sou eu e o que é a outra pessoa (e isso em nível físico, mental e emocional). Quando não temos percepção deste limite, corremos o risco de nos fusionarmos com outra pessoa. É aí que vamos criando as relações de dependência! A outra função dos limites é ser leal a si mesma(o), isto é, dizer o que gosta e o que não gosta, que alguma coisa dita/feita te machucou, dizer sim quando quer dizer sim e não quando quer dizer não, etc. É sobre não sentir necessidade de ser boazinha(o) para se sentir amada(o). Entendeu a diferença? Agora vai a cerejinha do bolo: vínculos verdadeiros não serão perdidos com os limites, ao contrário, serão aprofundados!!! 3- Conexão: a conexão com profundidade acontece quando as pessoas permitem abrir as suas vulnerabilidades. Trocar sobre as suas feridas para que a outra parte possa ter um maior cuidado e respeito, trocar sobre as necessidades e expectativas e o que cada uma pode fazer em relação a isso. Ou seja, é jogar limpo, não fazer joguinhos ou usar máscaras para que alguém goste de você. Uma relação onde é possível falar sobre as suas feridas, gatilhos, traumas e a outra pessoa respeita e acolhe tudo isso e também se sente à vontade para se abrir, tende a se tornar mais conectada! É um caminho de entrega e consciência, e que precisa de um espaço de segurança para que possa se desenvolver. Atenção: não estou dizendo para você sair se expondo a qualquer pessoa imatura. Antes é importante que você se conheça e saiba colocar limites!!! 4- Individualidade: Individualidade é sobre quem você é: sua identidade, seus gostos, suas vontades, hábitos, características. Individualismo é sobre você pensar apenas em si quando toma atitudes: é sobre egocentrismo, narcisismo. Os relacionamentos devem manter a individualidade, isso é essencial!!! O individualismo destrói as relações, é um tipo de individualidade negativa. Muitas vezes por necessidade de se afirmar, outras por considerar que apenas seus interesses, valores e desejos são importantes, e também pela falta de empatia. Denota comportamentos egocêntricos. As individualidades quando respeitadas resultam numa construção saudável e madura de relacionamento que gera segurança, confiança, possibilidades de conexão e troca de sentimentos, experiências, êxitos. 5- Reciprocidade: o equilíbrio entre dar e receber. Sempre que alguém dá mais que a outra pessoa numa relação, isso se torna pesado para as duas; uma por que está se desgastando demais e outra por que sente que nunca poderá retribuir. Quando numa relação, uma pessoa pode dar 40% e a outra 60%, em outro momento uma pode dar 70% e a outra 30% e isso vai se intercalando, não há problemas! O problema é quando apenas uma das partes sempre dá mais!!! 6- Reparação: estamos todos aprendendo, então erraremos no percurso. Quando erramos, não basta pedir desculpas simplesmente… Precisamos nos atentar para as reparações necessárias. E para isso a comunicação precisa estar fluindo!!! (Ps. Um simples pedido de desculpas pode ser apenas uma forma de tirar um peso das costas e devolver para quem foi ferida(o), já pensou nisso?). É claro que existem outros elementos importantes para relações saudáveis – eu gosto de abordar sobre concessão também, mas isso vai ficar para outro dia, pois já tem bastante material aqui. Se você praticar os elementos acima, tenho certeza que suas relações serão mais saudáveis. Ahhhh, e este texto serve para todo tipo de relação e não apenas as afetivo-sexuais 😉
O que é o luto e como trabalhá-lo?

O luto é o processo emocional e sentimental que vivencia a ausência e o vazio causado por uma perda. Geralmente, é associado à angústia da perda de uma pessoa que morreu, mas também vivenciamos o luto em outros tipos de perda: um relacionamento, um emprego, de idéias, de sonhos. Superar um luto só se dá a partir de um longo processo e isso não significa esquecer, fingir que não aconteceu ou ainda não sentir dor quando lembrar. Superar significa apenas aceitar e continuar. A verdade é que assim como todos os sentimentos inerentes ao ser humano, o luto também deve ser vivido, sentido e compreendido, para que possamos restabelecer nosso equilíbrio emocional. Ele tem 5 fases. As quatro primeiras podem se intercalar e serem vividas ao mesmo tempo e na última, é quando ele vai sendo resolvido. São elas, segundo a psiquiatra Kler-Ross: Negação: a pessoa não quer acreditar na perda. É uma fase que pode dificultar contatos mais próximos com outras pessoas. Não muda a rotina, como se nada tivesse acontecido. Devido a dor sentida, o ego tenta negar a realidade, para aliviar o impacto do evento, com fantasias e pensamentos do tipo “se não tivesse acontecido”, “é bobeira”, “não estou nem aí”, entre outras. Raiva: a pessoa já percebeu a realidade e que não pode fazer nada a respeito, sentindo revolta por isso. Se questiona e luta contra o acontecido. A raiva pode ser direcionada a si ou outras pessoas, muitas vezes acompanhada de culpa. Frases como “isso é injusto”, “porque eu”, etc. Barganha ou negociação: tenta-se negociar a perda. Acordos internos ou externalizados a alguma entidade superior são propostos em troca do que se perdeu. Promessas e pedidos por bênçãos e milagres ilustram bem essa fase. “Serei uma pessoa melhor”, “te dou isso se…”. Depressão: costuma ser a fase que mais dura e permeia as outras fases. Melancolia, desesperança, culpa, impotência, incertezas, sensação de vazio são alguns dos sentimentos. Isolamento, cansaço e introspecção são comuns. “Meu mundo acabou”, “sou incapaz”, “me odeio”, etc. Aceitação: há uma reorganização interna e externa. Há uma maior serenidade tranquilidade e paz. Sentimento de superação. É possível pensar em formas alternativas. “Tudo dará certo”, “estou me refazendo”. O luto pode durar de dois meses a dois anos dependendo da situação e da pessoa. Estar próximo de amiga(o)s e família costuma ajudar. Terapia e autoconhecimento com certeza são grandes aliados. A psicoterapia é um caminho que te auxilia na superação do luto com mais brandura, acolhimento e resiliência. Vou deixar algumas reflexões: Quais são seus lutos atuais? Quais as sensações quando se conecta com suas perdas, quais os medos e outras emoções que surgem, quais os desejos que não estão podendo ser realizados, quais seus maiores desafios? Quais os pensamentos que lhe ocorrem, o que mais te perturba, o que mais lhe foi tirado com a situação, do que mais você sente falta? Qual a limitação que você percebe com a situação, em que seus projetos serão alterados? Como você pode reorganizar sua vida sem aquilo que não existe mais? Enfim, há uma série de perguntas que podem ser feitas para esmiuçar o luto… Você, com certeza, irá descobrir muita coisa sobre si mesma(o).
Pra falar de trauma, precisamos falar também de traumatização.

O trauma é um evento estressor que aconteceu de forma rápida ou intensa demais para a capacidade do sistema nervoso de uma determinada pessoa. Um mesmo evento pode ser traumático para uma e não ser para outra pessoa. Traumatização ocorre quando a experiência traumática não pôde ser absorvida completamente e resíduos deste evento não foram processados como emoções, sensações, memórias que ficam retidas no corpo. Geralmente, quando se fala em trauma, a primeira associação é com os da categoria de choque (situação de perda repentina, extrema violência, terror como desastres naturais, assalto, estupro, acidentes, entre outros). No entanto, também temos os traumas de desenvolvimento (este aqui todo mundo tem em algum nível, decorrente de negligência, abusos físico, emocional e/ou sexual, separação, bullying, violência, desamparo), intergeracionais (quando passado de uma geração para outra, afetando o desenvolvimento físico, mental e emocional dos dependentes) e vicariante (afeta profissionais que lidam com situações de traumas e violências). Uma traumatizaçâo não precisa ser um impedimento para o resto da sua vida: nosso cérebro tem enormes chances de se reinventar graças à neuroplasticidade. Para tanto, existem técnicas terapêuticas para te auxiliar. Eu trabalho com uma das técnicas que a neurociência recomenda para o manejo de traumas. Com ela, trabalhamos não apenas as emoções, mas também a parte cognitiva e a fisiologia do sistema nervoso que foram impactadas pelo evento traumático. Se quiser saber mais a respeito, me chama WhatsApp! Márcia Lins